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Observatório do Vale do Rio Real

Episódio 01 · 1ª Temporada

#01 Episódio - O que é o Vale do Rio Real?

·

O primeiro episódio apresenta o Observatório de Cultura e Economia Criativa da Região do Vale do Rio Real e o Coletivo Cultural Tobias, Sou Eu, que o criou. A apresentadora Laura Aguiar conta como o edital da Política Nacional Aldir Blanc deu origem à pesquisa e apresenta o enredo da primeira temporada, com os equipamentos turísticos e culturais que serão visitados.

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Transcrição

Em 00:00

Indicação sonora: vinheta de abertura do PodObservar

LAURA AGUIARAPRESENTADORA

Oi, oi, gente! Eu sou Laura Aguiar e esse é o PodObservar, o podcast do Observatório de Cultura e Economia Criativa do Vale do Rio Real, uma iniciativa do Coletivo Cultural Tobias, Sou Eu. No primeiro episódio da nossa primeira temporada, faremos uma breve apresentação do Observatório, do nosso Coletivo Cultural e da nossa primeira pesquisa para vocês. Aproveitaremos para apresentar o enredo de toda a temporada e dar uma pitadinha das histórias que vêm por aí. Venham conhecer!

Indicação sonora: vinheta de transição

Em 00:40

LAURA AGUIAR

Bom dia, boa tarde e boa noite! Esse é o primeiro episódio da primeira temporada do PodObservar.

Eu me chamo Laura Aguiar, sou coordenadora de comunicação do Observatório, do Coletivo e a apresentadora de vocês.

Indicação sonora: efeito sonoro metálico de telescópio

O Observatório é uma iniciativa do Coletivo Cultural Tobias, Sou Eu. Nós somos artistas, fazedores de cultura, produtores culturais e pesquisadores reunidos na cidade de Tobias Barreto e engajados em contribuir para a transformação social por meio da cultura, da arte, da educação e da pesquisa, com um propósito coletivo e plural.

Em 01:40

LAURA AGUIAR

O Coletivo surgiu em junho de 2024, mas foi em 2025, quando surgiram os primeiros editais da Política Nacional Aldir Blanc em Sergipe, que o Coletivo bolou o Observatório.

O edital em questão selecionava projetos para a criação de observatórios de cultura e economia criativa. Foi aí que pensamos nos equipamentos turísticos e culturais do Vale do Rio Real.

Indicação sonora: som de carro em estrada de terra

Em 02:45

LAURA AGUIAR

O nosso Coletivo já conhecia os espaços turísticos e culturais Recanto da Serra e Museu Borda da Mata pelo boca a boca havia muitos anos. Mas foi em meio à ebulição do Coletivo que fomos vivenciá-los pela primeira vez.

Indicação sonora: música de transição

GALILEU SANTANACOORDENADOR DE PESQUISAS

Ficamos encantados com a beleza daquele lugar. Eu lembro que fiquei muito atento à organização do local, porque é um ambiente com chão de terra, várias árvores, e só a manutenção da limpeza é muito trabalhosa.

Aquilo, para mim, não era apenas um sinal de zelo, mas também um sinal de que aquele local era muito visitado. Eu senti que havia perdido, por muitos anos, a oportunidade de conhecer uma joia entre os espaços de lazer da cidade.

Em 04:10

Indicação sonora: depoimentos dos integrantes do Coletivo sobre a primeira visita

LHUCAS SANTOSAGENTE DE CAMPO

O que chamou a atenção foi justamente encontrar toda aquela cultura em um lugar que, à primeira vista, poderia parecer apenas um espaço de lazer e descanso.

FABRÍCIO GREGÓRIOAGENTE DE CAMPO

Foi uma surpresa perceber a dimensão do trabalho que existia ali e como tudo havia sido pensado para crescer durante muitos anos.

Indicação sonora: risos

GALILEU SANTANA

Existe também esse caráter estratégico do pensamento de Pedro Menezes. É uma ideia de projeto de longo prazo, de saber plantar, cuidar e regar para depois poder colher.

Em 05:20

LAURA AGUIAR

Os garotos não sabiam, mas a sementinha da pesquisa já estava nascendo por ali. A inquietude do nosso coordenador de pesquisas e diretor executivo do Coletivo permaneceu acesa. Quando saiu o edital de Observatórios de Cultura da PNAB Sergipe, Galileu já tinha o projeto de pesquisa montado em sua cabeça. Ele conversou com as lideranças dos locais, mobilizou o Coletivo e inscreveu o projeto.

Indicação sonora: música de transição

GALILEU SANTANA

A princípio, eu gostaria de investigar especialmente o funcionamento do Recanto da Serra. Mas, olhando mais a fundo e com Pedro Menezes apresentando insistentemente a Região do Vale do Rio Real como um horizonte de ecossistema turístico e cultural, fui abrindo os olhos para essa outra dimensão.

Em 06:40

GALILEU SANTANA

O Recanto da Serra já está chegando aos seus 20 anos de existência. O Centro Cultural e Museu Borda da Mata, com uma história um pouco mais recente, foi feliz ao encontrar a experiência em movimento do Recanto.

Juntos, eles foram bebendo da fonte fecunda da experiência em economia solidária local. Os seus equipamentos turísticos e culturais foram se fixando, germinando, e começaram a aparecer os frutos prontos para serem colhidos.

Um símbolo dessa visão holística sobre a região foi o Movimento Turístico Cultural do Vale do Rio Real, uma iniciativa de Pedro Menezes que busca agregar fazedores de cultura de toda a região para compartilhar iniciativas, realizar parcerias e cooperações e alimentar essa circularidade dentro da região.

Indicação sonora: vinheta de transição

Em 08:10

FABRÍCIO GREGÓRIO

Calma aí! Eu sei que vocês devem estar se perguntando: o que é essa tal Região do Vale do Rio Real, da qual eu nunca ouvi falar? Não é mesmo?

Venham cá, que eu vou explicar para vocês.

Eu me chamo Fabrício Gregório, sou um dos agentes de campo do Observatório e um dos seus apresentadores. Então, venham comigo!

Indicação sonora: efeito sonoro de transição

A Região do Vale do Rio Real é um recorte geográfico que engloba cidades de Sergipe e da Bahia. Elas não só são banhadas pelo Rio Real como também possuem relações socioculturais e econômicas decorrentes de processos históricos próprios.

Em 09:15

FABRÍCIO GREGÓRIO

Em Sergipe, as cidades são:

Tobias Barreto, considerada a capital da Região do Vale, terra do bordado rechiliê e capital nacional dos produtos de cama, mesa e banho.

Temos Itabaianinha, a nossa Princesa das Montanhas, que também vem se destacando no setor têxtil, mas através da moda.

Poço Verde, com seu grande potencial de celeiro agrícola. Tomar do Geru, com uma economia pujante, conhecida como o município das pedras. E Cristinápolis, com sua rica história indígena, antigamente conhecida como Chapada dos Índios Kiriris.

Indicação sonora: efeito sonoro de suspense

Em 10:25

FABRÍCIO GREGÓRIO

Antes de ser Rio Real, o nome indígena do rio era Itanhy. O nome mudou quando a família real portuguesa, de passagem pela região, montou acampamento e descansou às margens do rio. A conexão sociocultural dessas cidades passa pela história dos povos originários de todo esse território. Elas também eram conectadas pelas antigas rotas comerciais atravessadas por sertanejos e tropeiros. Tobias Barreto, entre essas cidades, é a que possui a data de fundação histórica mais antiga. É a segunda cidade com maior dimensão territorial de Sergipe e a sétima no ranking populacional. No entanto, ocupa a 66ª colocação em IDH entre os 75 municípios.

Indicação sonora: vinheta de retorno

Em 11:40

LAURA AGUIAR

Os equipamentos turísticos e culturais Recanto da Serra e Centro Cultural e Museu Borda da Mata estão localizados, respectivamente, nos povoados Jacaré e Borda da Mata, em Tobias Barreto. Mas era outro território, ainda pouco explorado, que chamava a atenção tanto de Pedro Menezes quanto dos pesquisadores.

LUIZPESQUISADOR

Esse local era a Serra dos Macacos. É um local mágico. A ida para lá é supertranquila. Nós fomos de carro, mas também seria possível fazer uma trilha de bicicleta, para quem tem pique, ou chegar de moto, a cavalo ou de carruagem. Fica a cerca de 25 minutos de carro da Vila de Samambaia, por uma estrada supertranquila.

Em 12:50

LAURA AGUIAR

A estrada a que Luiz se refere fica entre a Vila de Samambaia e a comunidade da Serra dos Macacos.

Para chegar até lá, passamos pelas povoações de Caraíba, Caripau e Congongui, chegando até Macacos. Cada uma dessas pequenas povoações possui uma identidade própria, tornando ainda mais fascinante a ida até a serra.

LUIZ

É isso. Quando você procura no Google, é bem possível que apareça que a Serra dos Macacos faz parte da Vila de Samambaia, como nós mesmos colocamos no projeto.

Mas, na verdade, são povoações que se firmaram há mais de um século e se compreendem como diferentes, respeitando, claro, as suas igualdades.

São todos sergipanos e tobienses, mas cada cantinho desses, que pode parecer minúsculo diante da imensidão da extensão territorial da cidade, guarda uma fonte histórica e social imensa.

Indicação sonora: vinheta “Você sabia?”

Em 14:05

FABRÍCIO GREGÓRIO

A Serra dos Macacos é um lugar curioso. Para chegar à comunidade, passamos por uma belíssima ponte de madeira sobre o Riacho do Caripau, formado pelas águas que descem da serra.

Um fato curioso é que a ponte foi construída há menos de cinco anos. Antes, quando a chuva enchia o riacho, a passagem ficava impossibilitada. As crianças e os adolescentes que precisavam atravessá-lo para estudar perdiam suas aulas.

Passada a pequena ponte, encontramos uma comunidade agrícola entre serras.

Avistamos a sede da associação dos moradores ao lado de uma igrejinha. Essa breve estrada, repleta de casinhas, já foi rota de tropeiros, sertanejos e ciganos.

Até hoje, passam por ela diariamente alguns caminhões, em sua maioria carregados de leite recolhido nas propriedades rurais do interior. Eles estão a caminho ou retornando da rota da tríplice fronteira entre Poço Verde, Tobias Barreto e Simão Dias.

Em 15:35

FABRÍCIO GREGÓRIO

A Serra dos Macacos é uma das raras áreas de Mata Atlântica no Brasil e no mundo. Por isso, é observada sob a perspectiva da preservação ambiental.

Além disso, foi encontrado o Sítio Arqueológico de Pedra Grande, reconhecido e protegido oficialmente pelo IPHAN. O sítio contém um rico acervo de pinturas rupestres e gravuras feitas nas rochas por povos ameríndios nômades, como os Tapuias, há milhares de anos.

Indicação sonora: vinheta de retomada

GALILEU SANTANA

Nesse processo de construção da pesquisa, inicialmente eu pensava que a Serra dos Macacos era o território perfeito para a replicação de um projeto de equipamento turístico e cultural.

Lá havia fontes culturais, ambientais, de lazer e turísticas. A paisagem é surreal: um território repleto de cachoeiras, trilhas e histórias fantásticas, com uma população camponesa que vive fundamentalmente da agricultura familiar.

Um paraíso para uma iniciativa turística de base solidária e comunal. Mas não sei se ainda penso assim.

Indicação sonora: efeito sonoro de suspense

Em 16:55

GALILEU SANTANA

Veja: quando aparenta existir uma mina de ouro no caráter turístico e socioeconômico da coisa, costuma existir também uma espécie de pegadinha, um risco nessa história do desenvolvimento.

Esse processo frequentemente acaba caindo na predação do território e na usurpação, colocando o interesse econômico acima de outras questões, como a preservação da cultura camponesa local, do patrimônio histórico da humanidade e da natureza.

Infelizmente, quando falamos de natureza, quanto menos estrangeiros, melhor. Mas é uma realidade que continua nos assustando.

Indicação sonora: música de transição

LAURA AGUIAR

Esse dilema ético, que viria a fazer parte dos encaminhamentos da pesquisa, permeou a mente dos pesquisadores até o fim. Foi durante o percurso, conhecendo outras experiências em ecoturismo e em governanças municipais nas áreas da cultura, do turismo e da preservação do patrimônio, que fomos, aos poucos, descascando essa proposta.

Em 18:10

GALILEU SANTANA

Eu já tinha São Cristóvão como uma referência em políticas públicas culturais que queria investigar.

Não apenas por ser a quarta cidade mais antiga do Brasil, com um centro histórico fantástico preservado pelo IPHAN, mas também porque, com a retomada do FASC, o Festival de Artes de São Cristóvão, um dos mais antigos do Brasil, a gestão do município entrou no foco de todos os pesquisadores de cultura do estado.

Ao visitar a página oficial da Prefeitura, encontrei uma página que apresentava a Ilha Grande como um território ecoturístico, de preservação da cultura do samba de coco e aberto à visitação.

Isso levava a crer que existia o exercício de uma política turística e cultural avançada, que, por exemplo, Tobias Barreto ainda não possuía.

Em 19:20

GALILEU SANTANA

Diga-se de passagem, são quase nulas as cidades que dão algum destaque aos seus pontos ecoturísticos nos portais institucionais.

As próprias secretarias municipais de Cultura são muito escassas, possuem raras fontes de recursos e pouco engajamento para captação.

A maioria das secretarias surge para suprir demandas mais relacionadas aos eventos municipais do que à realização de políticas culturais.

Recentemente, com o avanço da Política Nacional Aldir Blanc, houve um estímulo para que os governos criassem pastas destinadas a suprir essa demanda federal, que atende, na ponta, os fazedores de cultura. Mas, infelizmente, ainda é pouco.

Indicação sonora: vinheta de retomada

LAURA AGUIAR

Agora precisávamos de mais uma cidade para triangular nosso comparativo em políticas públicas municipais. Queríamos conhecer outra cidade dentro da Região do Vale do Rio Real, mas, por requisitos do edital, ela não poderia ser da Região Centro-Sul. Então, pensamos na nossa vizinha Itabaianinha.

Em 20:35

GALILEU SANTANA

Em Itabaianinha, a partir das pesquisas, encontramos uma rota turística desativada: a Rota Turística de Pedra Branca.

Tentamos entrar em contato com o governo municipal, mas não tivemos sucesso. Então, partimos para Tomar do Geru.

Lá, tivemos o grande prazer de ser recebidos na Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, patrimônio histórico tombado pelo IPHAN e erguido em 1688.

Conhecemos a fantástica história indígena da cidade, que foi erguida pelos indígenas Kiriris, e entrevistamos o secretário de Cultura e Eventos, que nos contou mais sobre as políticas públicas locais.

LAURA AGUIAR

Assim se fechou o roteiro de viagens, pesquisas, coleta de dados e entrevistas do Observatório.

Nos primeiros seis meses, visitamos constantemente o Recanto da Serra e o Museu Borda da Mata, enquanto fazíamos o reconhecimento da Serra dos Macacos.

Na segunda etapa do levantamento de dados, fomos a São Cristóvão entrevistar Paola Santana, presidente da FUMPAC, Fundação Municipal de Patrimônio e Cultura, e o diretor de Turismo, Márcio Ramos, integrante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho.

Depois de coletarmos essas valiosas informações, viajamos de barco para Ilha Grande, povoação de São Cristóvão com uma rica cultura pesqueira, que preserva a tradição do samba de coco através da Mestra Dona Madá.

Em 21:55

LAURA AGUIAR

Em Tomar do Geru, entrevistamos Laerte Santos, secretário de Cultura e Eventos, e pudemos estabelecer um paralelo entre políticas públicas de diferentes regiões do estado, cruzando-as com as similaridades socioculturais da Região do Vale do Rio Real. Por isso, também não poderíamos deixar de entrevistar Josenilson Bispo, secretário de Cultura, Turismo e Juventude de Tobias Barreto, e o então prefeito da cidade, Dilson de Agripino.

GALILEU SANTANA

Nesse sentido, a mudança de Itabaianinha para Tomar do Geru foi mais do que positiva.

Na verdade, já sabíamos que a Rota de Pedra Branca estava desativada. A nossa entrevista seguiria um caminho baseado nas intempéries e problemáticas que levaram a essa desativação, sabendo que iríamos colidir com a cultura turística da moda que se projeta na cidade.

Já em Tomar do Geru, além de encontrarmos uma igreja histórica, preservada por um esforço valioso da comunidade local, demos de cara com uma economia pujante e diferenciada, baseada na mineração de pedras para paralelepípedos, e com uma história indígena interessantíssima, primordial para a formação sociocultural da cidade.

Isso deu à pesquisa um caráter que conecta a preservação da natureza à cultura dos povos originários. Questões potentes para serem refletidas a partir de políticas públicas de preservação da memória e dos bens materiais e imateriais do patrimônio histórico sergipano e brasileiro.

Em 23:05

LAURA AGUIAR

A primeira pesquisa do Observatório ganhou, assim, seus contornos regionais e estaduais.

Ela serviu para compreendermos os potenciais dos espaços ecoturísticos e culturais a partir de valiosas experiências solidárias em Tobias Barreto, além de permitir a construção de parâmetros de comparação das políticas culturais em diferentes contextos sociopolíticos de outras cidades sergipanas.

O Observatório também realizou um levantamento de informações turísticas e culturais no banco de dados do Estado de Sergipe, com o objetivo de complementar os dados e as informações relevantes da pesquisa.

Ao final do estudo, realizamos uma oficina de montagem de equipamento cultural com a comunidade da Serra dos Macacos, exercitando a autonomia da comunidade e vislumbrando oportunidades e iniciativas que poderão se tornar valiosas com o apoio e o incentivo do poder público.

Indicação sonora: efeito sonoro de transição

LHUCAS SANTOS

Ok, ok! Acho que agora vocês estão começando a entender, não é?

Bem, agora é hora de voltarmos um pouquinho, lá para o início do percurso, para falarmos sobre o que é esse tal de Coletivo Cultural...

Indicação sonora: efeito sonoro

Tobias, Sou Eu!

O Coletivo surgiu em 2024, idealizado por Galileu Santana, o Profeta.

O Coletivo deveria unir artistas e fazedores de cultura, incluindo produtores culturais e gestores de equipamentos, que vivessem ou não da cultura, mas que acreditassem que a cultura poderia contribuir para a melhoria da sociedade.

Em junho de 2024, depois de meses de conversas e coleta de assinaturas, foi lançado o manifesto do Coletivo Cultural. Ele está disponível nas nossas redes sociais para que todo mundo possa ler. É só procurar por @tobiassoueu.

Desde então, o Coletivo realizou oficinas artísticas e culturais em escolas públicas, explorando pintura, dança, teatro, capoeira, estamparia, expressões da cultura popular, musicalidades, percussão e literatura.

Criamos também o Sarau Cultural Tobias, Sou Eu, realizado no aniversário do poeta Tobias Barreto de Menezes.

O Sarau já se encontra em sua quarta edição e explora diferentes gêneros culturais, levando gratuitamente para a praça pública exposições artísticas, rodas de capoeira, declamações de poesia, batalhas de rima, apresentações teatrais, desfiles de moda e, claro, muita música.

Temos apresentações de rap, maculelê, samba, forró, arrocha, pagodão e até orquestra sinfônica.

O Coletivo também realizou diversas reuniões com representantes públicos e organizações da sociedade civil para discutir as pautas dos artistas, da cultura e da educação, buscando, através do diálogo, melhorias para a cidade de Tobias Barreto e inovações em políticas públicas qualificadas.

E, claro, ainda em 2025, criamos o Observatório de Cultura e Economia Criativa da Região do Vale do Rio Real, no qual eu, Lhucas Santos, hoje estudante de graduação em Gestão de Turismo pelo IFS, atuo como agente de campo.

O Coletivo Cultural nasceu da crença de que a arte e a cultura, aliadas à educação e à pesquisa, podem mudar vidas e transformar a sociedade.

Eu já me sinto um exemplo dessa transformação. Venham fazer parte dela também!

TODOS

Coletivo Cultural Tobias, Sou Eu!

Indicação sonora: efeito de virada

Indicação sonora: música-tema de encerramento

LAURA AGUIAR

É isso, pessoal! Esse foi o nosso primeiro episódio. Espero que vocês tenham gostado e que, depois deste episódio, tenham conhecido um pouco melhor a nossa pesquisa, o nosso Observatório e, é claro, o nosso Coletivo. No próximo episódio, iremos nos aprofundar um pouco mais no Ecoparque e Museu Recanto da Serra, o equipamento cultural que deu início à nossa pesquisa, gerido e idealizado pelo cordelista Pedro Menezes e movido por muitas mãos solidárias.

Indicação sonora: trecho do episódio seguinte

PEDRO MENEZESCORDELISTA E GESTOR DO RECANTO DA SERRA

Indicação sonora: trecho de entrevista de Pedro Menezes

Indicação sonora: música de encerramento

LAURA AGUIAR

Esse é o PodObservar, o podcast do Observatório de Cultura e Economia Criativa da Região do Vale do Rio Real, uma realização do Coletivo Cultural Tobias, Sou Eu. Arte, cultura e pesquisa sendo feitas por quem conhece e ama Sergipe. Tobias, Sou Eu! O Observatório de Cultura e Economia Criativa da Região do Vale do Rio Real é uma realização do Coletivo Cultural Tobias, Sou Eu. Esta pesquisa foi realizada através da Política Nacional Aldir Blanc. Por isso, é também uma realização da FUNCAP, do Governo do Estado de Sergipe, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Indicação sonora: música termina

Transcrição revisada em 18/09/2026.

Neste episódio

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