
#04 Episódio - Entre dados e fatos
Episódio de apresentação e análise dos dados coletados durante cinco meses de pesquisa no Ecoparque e Museu Recanto da Serra e no Centro Cultural e Museu Borda da Mata. A conversa aborda visitação, funcionamento, economia solidária, sustentabilidade e preservação da memória, e as possibilidades de desenvolvimento turístico e cultural da Serra dos Macacos.
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Transcrição
LAURA AGUIARAPRESENTADORA
Antes de falar da Serra dos Macacos, a gente precisa contar como ficou sabendo da Serra dos Macacos.
Indicação sonora: sequência rápida de respostas
GALILEU SANTANA
Pedro Menezes.
LHUCAS SANTOS
Pedro Menezes.
LUIZ
Pedro Menezes.
FABRÍCIO GREGÓRIO
A gente achava que era Vila de Samambaia, na verdade.
GALILEU SANTANA
Está lá no projeto: “Condutores de Turismo da Vila de Samambaia”...
Indicação sonora: risos
Mas Pedro já tinha avisado, realmente.
LAURA AGUIAR
É que os meninos foram conhecendo, durante esse aprofundamento, muito mais da cidade de Tobias Barreto do que eles sequer imaginavam existir. Mas eu não tenho dúvidas de que você, que está me ouvindo, conhece bem pouquinho de todos os interiores da sua cidadezinha, não é? E do seu estado, então? Nós, como pesquisadores culturais, temos o dever de estudar as miudezas das origens dos lugares. E Pedro Menezes é um dos grandes professores da Região do Vale do Rio Real.
Indicação sonora: vinheta de abertura do PodObservar
LAURA AGUIAR
Oi, oi, gente! Eu me chamo Laura Aguiar e esse é o PodObservar, o podcast do Observatório de Cultura e Economia Criativa da Região do Vale do Rio Real, uma iniciativa do Coletivo Cultural Tobias, Sou Eu! Hoje a gente vai falar do resultado do levantamento de dados realizado durante cinco meses, entre julho e dezembro de 2025, no Recanto da Serra e no Borda da Mata.
Indicação sonora: breve silêncio
A gente vai aproveitar para explicar o significado e a importância desse estudo que vem acontecendo, mas que não começou com a gente, não, tá? Começou lá muito antes. E aí vocês vão ter uma pitadinha bem gostosa do que é a Serra dos Macacos, tá bom? Vem com a gente. Vem!
Indicação sonora: vinheta de transição
Indicação sonora: música de ação
FABRÍCIO GREGÓRIO
Levantamento de dados é a parte fácil! Você pode pensar como um jogo de perguntas e respostas: o agente de campo pergunta e o ator-chave responde. Mas então vem a análise dos dados.
LUIZ
Até aqui, tudo bem, né? Então, a gente precisa agora escrever essas respostas em algum lugar. Todas as respostas... de todas as perguntas. E organizá-las, relacionando-as entre si a partir dos interesses da pesquisa.
GALILEU SANTANA
E aí entra a parte complicada.
Indicação sonora: breve pausa
Ao mesmo tempo em que perguntávamos, observávamos se as respostas permitiam a compreensão da nossa pesquisa e se era preciso fazermos outras perguntas para os atores. Ao mesmo tempo, íamos relacionando todas as respostas que coletávamos.
LUIZ
E eram dois questionários: o de funcionamento e o do público consumidor. Ao todo, foram 40 registros do questionário de funcionamento e 63 registros de público consumidor.
FABRÍCIO GREGÓRIO
E cada questionário era cheio de perguntas. E eram dois equipamentos diferentes. Então, havia quatro chaves de análise a serem comparadas.
LHUCAS SANTOS
E tudo isso sem parar de rolar. Começou no dia um de coleta e não podíamos mais parar no tempo. Tinha que acontecer.
Indicação sonora: fim da sequência acelerada
LAURA AGUIAR
Ao todo, o Recanto da Serra registrou 31 questionários de funcionamento. Desses 31, 25 contêm informações sobre visitantes, enquanto os outros seis registravam o funcionamento do equipamento em horários sem visitação: momentos de reparo, manutenção e também de reformas do equipamento. O Centro Cultural e Museu Borda da Mata registrou muito menos: nove registros. Dentre eles, três continham informações de visitação.
Dois terços dos registros falavam sobre realizações do funcionamento sem visitação.
Nesse período de cinco meses, entre julho e dezembro de 2025, foram registrados 673 visitantes ao Recanto da Serra e 11 visitantes ao Borda da Mata.
Desses visitantes ao Recanto, 72% vieram em grupos organizados e 91% haviam agendado com antecedência.
No Borda da Mata, nove dos 11 visitantes faziam parte de grupos organizados e cinco haviam reservado com antecedência.
Isso mostra que o modelo de reservas para funcionamento dos equipamentos culturais é o mais utilizado.
GALILEU SANTANA
E aí já vem mais uma pergunta: o mais utilizado significa o melhor para o tipo e o modelo de equipamento?
Será que esse é o modelo ideal para o Borda da Mata?
Será que o Recanto já está apto para suprir uma demanda de visitação espontânea?
E como chegar até essas respostas?
Pra gente responder essas perguntas, faz-se necessário retornar para entender o funcionamento do trabalho desses lugares.
E, melhor: quem trabalha nesses lugares?
Indicação sonora: trecho de episódio anterior
FABRÍCIO GREGÓRIO
No período, o Recanto remunerou cerca de 30 pessoas diferentes, de 12 povoados ou lugarejos diferentes.
O Borda da Mata, cinco pessoas de dois lugares diferentes.
E, quando falamos de fornecedores e estabelecimentos de compra de insumos, alcançam juntos cerca de 40 lugares.
Uma economia solidária em expansão.
PEDRO MENEZES
E a economia solidária a gente procurou agregar comprando na região, seja o queijo, sejam os produtos do café da manhã, sejam as questões da colocação da mão de obra local, de produtos e peças de artesãos que muitas vezes ficam expostos, como é o caso do Memorial Epifânio Dória, em que a gente faz uma exposição permanente a cada mês.
Mas, assim, eu digo que, a partir de 2024, 2025, é que a gente começa a ter realmente esse andamento de forma mais sustentável pela forma de conhecimento.
LAURA AGUIAR
A distorção entre os dois equipamentos se explica por motivos diferentes.
Pedro nos diz que houve uma virada no ano de 2024.
Dezesseis anos depois da abertura do Recanto.
Será que os dados naquela época seriam mais próximos aos do Borda da Mata em 2025, com seus 15 anos de experiência?
PEDRO MENEZES
Nós usamos vários meios de nos comunicar com outras pessoas, e a nossa maior propaganda, eu acho que ainda é o boca a boca.
Quem vem ao Recanto leva uma mensagem ecológica, leva uma mensagem de uma comida saudável, tradicional da roça, mas leva também uma mensagem de memórias e preservação da cultura.
FABRÍCIO GREGÓRIO
Quando olhamos para o público consumidor, vemos que 40% dos visitantes do Recanto vieram indicados por algum conhecido e 30% já o conheciam.
Isso valida a teoria do boca a boca.
O índice aumenta para 90% quando olhamos para o Borda da Mata.
A mensagem ecológica chega e é compartilhada.
LHUCAS SANTOS
Enquanto 53% do público consumidor veio com o objetivo de relaxar e sair da rotina, 40% vieram para ter contato com a natureza e 38% para participar de atividade cultural.
Esse campo de respostas era múltiplo. O visitante podia marcar mais de uma opção.
Interesse pela história e cultura foi marcado por 23%, e interesse pela culinária, 15%.
Podemos então nos perguntar: quais desses visitantes vieram pela primeira vez? Qual a relação entre a segunda visitação e o interesse pela natureza e pela cultura que oferece o equipamento cultural?
O que fica evidente é a concretização da finalidade do lazer e da cultura.
PEDRO MENEZES
Na verdade, é o seguinte: a questão do lazer é que muitas vezes você vem para o lazer e esse lazer é agregado à cultura.
Claro que a cultura também é um lazer, mas muitas vezes a falta de pertencimento das nossas comunidades faz com que elas não percebam a cultura, o que tem no entorno, ao redor.
GALILEU SANTANA
É uma estratégia bem-sucedida.
São muitos os nomes que a gente pode chamar o Recanto da Serra: Ecoparque, Centro, Museu, Equipamento Cultural.
Todos eles estão corretos, e o uso desses nomes da melhor maneira depende do público-alvo que se queira alcançar.
Creio que, com a abertura do Memorial Epifânio Dória, o Recanto foi redimensionado em caráter de importância para a região.
O resgate da história de alguém tão fundamental para Sergipe e oriundo de Tobias Barreto faz uma dualidade com o Museu dos Tropeiros, que preenche abundantemente a identidade do visitante local.
FABRÍCIO GREGÓRIO
Epifânio Dória nasceu em 1884 e faleceu em 1976, tendo vivido 92 anos.
É ele quem dá nome à Biblioteca Pública de Sergipe, localizada no Centro de Aracaju.
Nasceu em Barro Caído, fazenda nas imediações de Tobias Barreto.
Com apenas o ensino primário, tornou-se um leitor fervoroso, apaixonado por livros e pela memória.
Trabalhou por mais de três décadas na biblioteca que hoje leva seu nome.
Presidiu o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e criou diversos clubes de leitura, contribuindo com a alfabetização.
Seu interesse pelos livros e pela memória deixou um legado fundamental na história de Sergipe. A importância de salvaguardar os arquivos, sistematizando seu acervo, para que as gerações futuras viessem a ter acesso seguro às informações do que de fato aconteceu no passado.
É ele uma grande inspiração para Pedro Menezes e para todos nós que fazemos cultura em Tobias Barreto e em Sergipe.
LAURA AGUIAR
Assim como Epifânio Dória, através da biblioteca pública, utilizou seus meios para preservar a memória do Estado de Sergipe através dos arquivos, Pedro Menezes integra a cultura do lazer e do conhecimento a fim de preservar o patrimônio histórico da cultura nordestina e estimular também o sentimento de pertencimento nas pessoas.
PEDRO MENEZES
Porque o Recanto da Serra funciona como espaço-escola, que a gente também divulga.
Nós temos um programa de gratuidade e temos como provar isso através de vários documentos que recebemos: escolas públicas, privadas, igrejas, para fazer um trabalho, seja de oficina, seja de literatura, seja de estudo de aves e de árvores.
LAURA AGUIAR
Enquanto o Recanto alcança uma constância em visitações anuais, com fluxo escolar consolidado e grupos de visitantes organizados, o Centro Cultural e Museu Borda da Mata ainda caminha para a autossustentação.
LUIZ
Quando você vai olhar os dados, de cara a gente percebe que não é fácil manter equipamentos como esses.
De certo modo, é graças ao Borda da Mata funcionar no mesmo ambiente que a casa dos Abreus que se possibilita a segurança da permanência do lugar.
Porque, assim, a conta de água e de luz da família já compreende o museu, a limpeza...
Então, até mesmo quando olhamos para o Recanto da Serra, se considerarmos os valores em pessoal e reformas não como reinvestimento, mas como gasto, a conta fecha ali... no detalhe.
E ambos os gestores trabalham para além dos equipamentos.
LAURA AGUIAR
Ao passo que íamos dimensionando a magnitude dos trabalhos realizados em ambos os equipamentos culturais, nos assustava a ausência da presença do poder público por lá.
PEDRO MENEZES
Para você ter uma ideia, hoje nós não temos oficialmente, em nenhuma página do município, algo que divulgue nem o Recanto da Serra, nem outros roteiros de Tobias Barreto.
E nem temos um espaço em nenhuma página oficial do Governo de Sergipe que divulgue isso, que seria simplesmente um link onde as pessoas pudessem pesquisar sobre esses temas.
Falta isso.
Estamos no processo, estamos caminhando, estamos conversando, estamos cobrando, mas eu acho que ainda há essa distância, embora a alegação que se tenha é que o Recanto é um espaço privado.
Porém, hoje a legislação deixa muito claras as famosas PPPs, parcerias público-privadas, junções da política pública e privada, dos espaços públicos e privados.
E dá para se fazer isso quando se quer fazer.
Claro que, se você perguntar talvez na cidade, muitos conhecem, mas eu acho que ainda falta esse olhar mais criterioso.
Não que a gente não tenha tido uma ajuda de um transporte escolar que trouxe os meninos para ver o lúdico, que também faz parte da própria legislação 9.394/96, que é a lei da educação, de usar espaços públicos para esse lúdico e o aprendizado in loco.
Hoje a gente está num momento da inclusão.
Então, assim, eu acho que a gente sente ainda um pouco essa ausência do Estado e do município nesse processo de construção.
Mas, enquanto isso não chega, a gente vai construindo.
GALILEU SANTANA
Pedro está certo. A parceria público-privada é um modelo que existe e que vem sendo executado junto ao poder público.
O problema de ambos, Recanto e Borda da Mata, é a ausência de constituição jurídica.
Ambos os equipamentos funcionam informalmente.
Então, sendo essa pessoa jurídica com fins lucrativos ou sem fins lucrativos, ela precisa existir para haver parcerias integradas com o público.
Mas a organização social sem fins lucrativos de ambos os equipamentos já está em formalização.
Indicação sonora: vinheta de expectativa
LAURA AGUIAR
Para nós, que olhávamos em terceira perspectiva a Serra dos Macacos, imaginando o desenvolvimento de um terceiro equipamento cultural, o horizonte de rentabilidade em 15 anos de funcionamento não era nada animador.
LUIZ
Rentabilidade e sustentabilidade são duas coisas diferentes.
Quando falamos que um equipamento é rentável, estamos falando que, além de conseguir gerar um faturamento que supra os custos de funcionamento e manutenção do local, também gera uma renda para aqueles que trabalham.
Já o local sustentável fala sobre a qualidade da rede de funcionamento.
Por exemplo: se a matéria-prima do estabelecimento é finita, se a força de trabalho está à disposição e se existe um público-alvo apto a usufruir do equipamento.
O Recanto da Serra é rentável e sustentável.
O Borda da Mata é sustentável.
Indicação sonora: vinheta
PEDRO MENEZES
Então, eu diria que o Recanto hoje é sustentável, mas ele ainda não é aquele espaço com lucro comercial.
É um lucro cultural, é um lucro coletivo, é um lucro social.
Mas ele é sustentável.
Nós procuramos distribuir essa renda tanto com as construções do espaço interno, agregando o que eu já citei anteriormente, mas também fazendo extensão desse recurso para outras áreas e para outras comunidades.
GALILEU SANTANA
Eu lembro, assim, que tinha uma visão muito grande de invenção.
Porque, a bem da verdade, todo museu é uma invenção.
Quando você vai, por exemplo, ao Museu da Gente Sergipana, a gente vê um museu contemporâneo, que não se trata daquela lógica antiga de preservação de artefatos, de um acervo histórico antigo com um valor imensurável. É uma narrativa, um enredo que vai se contando nas diferentes salas para, assim, a gente dimensionar a cultura sergipana que eles querem passar.
Porque a história e a memória também são preenchidas pelo presente.
E então o Museu de Dona Maria, o Museu dos Tropeiros...
São diversos artefatos históricos, em grande parte doados, e que simbolizam a história não de um sertanejo, mas de muitos.
E cada pecinha tem uma história.
A história de quem doou, para que utilizava.
Vistos sozinhos, ainda mais com a arquitetura especial da casinha, você vai entrando em uma outra etapa da história, muito nordestina, muito sertaneja.
Porém, é a presença do guia, na pessoa de Pedro Menezes, que ressignifica a experiência.
Veja bem: na entrada do Recanto existe uma estátua. E essa estátua representa o pai de Pedro, um tropeiro.
Então, a gente vê em vida a reminiscência da história que ele está contando.
E agora aquele chão em que está o museu se transforma nas antigas veredas transitadas pelos tropeiros, que eram os antigos viajantes que transportavam mercadorias: farinha, carne seca, couro.
Atravessavam de um lado a outro, de Tobias até Itabaianinha, para a linha de ferro.
E eu nem falei das poesias em cordel do avô de Lhucas.
Uma obra-prima preservada, que ressignifica a gente no mundo.
Começamos a nos sentir parte da história que é contada naquele chão.
Não é mais a história dos outros.
É a nossa história.
PEDRO MENEZES
Então, a descoberta se deu porque a questão do tropeiro é uma realidade nativa, familiar, local, que envolve também outros povoados e outras comunidades do entorno.
Nós temos trilhas de tropeiros, caminhos, veredas na região de Macacos, na região da Vila de Samambaia, vindo da Faveira para sair no Madeiro e no Jabibiri.
Temos também as rotas aqui do Recanto da Serra, da estrada da Tapera Pé do Boi. Mas também a própria história de Tobias Barreto tem a presença indígena, a presença dos povos nativos.
E, no nosso município, nós temos registros, baseados em apontamentos da Universidade Federal, da passagem dos Tapuias, que eram povos indígenas nômades que vinham da região da Chapada Diamantina e que estavam sempre em constante mudança.
Nós temos as aldeias, que são permanentes, mas esses povos originários eram nômades.
Então, eles estavam sempre constantemente seguindo para outros roteiros, como foi o caso da passagem deles nessa região para a região de Simão Dias.
Sem contar que a gente tem uma ligação aqui com o município de Riachão, que tem os quilombolas, e também a região do Campestre do Abreu, que é um povoado bem próximo de nós, que tem origens caboclas, de quilombos e também da mistura com os indígenas.
LHUCAS SANTOS
Acho que ficou claro o caráter cultural e a importância histórica e social desses equipamentos em detrimento do interesse comercial.
Mas é exatamente essa nuance que torna a gente responsável pelo modelo de equipamento a prospectar na Serra dos Macacos.
LUIZ
Enquanto o Borda da Mata vai seguindo os passos do Recanto, aprimorando sua cozinha, sofisticando as ofertas culturais e também museológicas e, além disso, expandindo agora com a criação do primeiro chalé, o vilarejo Macacos é essa comunidade de camponeses localizada entre serras.
Em um caminho de terra que leva a Simão Dias, Poço Verde e Tobias Barreto, uma tríplice fronteira, com área de Mata Atlântica preservada e ainda um sítio arqueológico de Pedra Grande com pinturas rupestres.
FABRÍCIO GREGÓRIO
Hoje, quando pesquisadores precisam visitar a Serra dos Macacos, costumam se alojar no Recanto da Serra.
E é um sonho de Pedro Menezes ver a comunidade local usufruindo dos potenciais turísticos e culturais em prol das famílias.
PEDRO MENEZES
O movimento tenta buscar pessoas que tenham algum valor para agregar. É um artesão? É alguém que tem um local que fornece alimentação? É algum local que pode oferecer trilhas, ecoturismo, natureza, experiências das mais diversas possíveis, lendas, enfim?
O que é que a gente pode agregar e se juntar?
Então, nós temos tentado conversar com pessoas de vários municípios dessa região para que eles descubram nos seus municípios esse potencial e que a gente faça uma junção para impulsionar o que a gente tem de melhor.
Porque todo município tem a sua peculiaridade, a sua história própria e a sua condição social de fazer.
Quando eu falo município, eu falo também dos agentes culturais, dos nativos, dos moradores.
Porque eu entendo que o Recanto da Serra está fazendo algo pelo município de Tobias Barreto, não apenas pelo Recanto da Serra só.
LAURA AGUIAR
O Movimento Turístico e Cultural da Região do Vale do Rio Real é esse olhar holístico e integrador do funcionamento de um sistema turístico e cultural que construa valor agregado para as comunidades locais e que seja útil para todos os municípios.
Parece um sonho muito grande, mas Pedro não sonha mais sozinho.
PEDRO MENEZES
E aí o Vale do Rio Real é extensivo também aos municípios baianos: Itapicuru, Olindina, aqui Heliópolis, que estão na divisa conosco, no sentido de junção cultural.
São muito parecidos os costumes do Vale do Rio Real baiano com o do Vale do Rio Real sergipano.
Então, eu vejo isso como potencial cultural, turístico e de fomentação da economia desses municípios para se fortalecerem.
Então é nesse sentido.
LAURA AGUIAR
Qual seria o papel da Serra dos Macacos, com tamanho potencial para o Vale do Rio Real, então?
Faria sentido um outro equipamento cultural?
Baseado em quê?
O que pensa a comunidade do vilarejo Macacos sobre tudo isso? Quais são as outras histórias que só quem é de lá conhece a fundo?
Indicação sonora: vinheta de encerramento
LAURA AGUIAR
Essas e outras perguntas a gente vai responder para vocês no próximo episódio, tá bom?
No próximo episódio, vamos conhecer a fundo a Serra dos Macacos, apresentar a comunidade para vocês, contar como foi a nossa experiência por lá e os segredos que a Serra e o caminho até lá escondiam.
Conto com vocês lá!
Até próxima segunda, gente!
Indicação sonora: vinheta de finalização
O Observatório de Cultura e Economia Criativa da Região do Vale do Rio Real é uma realização do Coletivo Cultural Tobias, Sou Eu!
Esta pesquisa foi realizada através da Política Nacional Aldir Blanc. Por isso, é também uma realização da FUNCAP, do Governo do Estado de Sergipe, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Neste episódio
- Dados Dados
- Lugar Serra dos Macacos no Diário de Campo